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Sexta-Feira, 21 de julho de 2017.


Círio de Nazaré 2017: concurso aborda a religiosidade e cultura na Amazônia amapaense

32ª Semana do Migrante busca conquistar direitos para refugiados e migrantes no Brasil

de 18 a 25/06/2017

Estudos sobre Maria serão ministrados pelo biblsta Pe. e Dr. Mauro Orsatti


Festa Junina



ORIGEM

Segundo a tradição as Festas Juninas tiveram suas origens na cidade de Jerusalém onde moravam duas mulheres simples e virtuosas, eram primas e estimavam-se muito.

 

Uma chamava-se Maria e a outra Izabel, que ia ser mãe. Izabel combinou que quando seu filho nascesse acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância, e que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele, para que Maria soubesse do nascimento de seu filho.
Em uma fria noite estrelada teve ela um lindo menino, ao qual recebeu o nome de João, e conforme havia combinado assim fez. Maria, vendo o sinal foi logo visitar sua prima levando-lhe palhas secas e folhas perfumadas para o berço do recém-nascido.

Este menino nascido neste dia seria mais tarde o nosso querido São João e a aquela que foi visitá-lo, seria mais tarde a mãe do menino Jesus. Esta é a história da primeira noite de São João e desde aquela época acendemos fogueiras, soltamos balões e foguetes, para comemorar o aniversário de São João Batista, tendo sempre ao lado da fogueira, o mastro com o desenho do santo.

 

Os povos europeus já celebravam, antes mesmo do nascimento de São de João, a chegada do sol e do
calor acendendo grandes fogueiras e agradecendo através de cultos pagãos, a fertilidade e a fartura da colheita. O cristianismo apenas converteu uma tradição pagã em católica, quando o Vaticano instituiu, no século VI, o dia 24 de junho para a comemoração do nascimento daquele que batizou o Cristo. Em Portugal, as comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia do nascimento de Santo Antônio de Pádua e o da morte de São Pedro.
ORIGEM DA DANÇA DE QUADRILHA
A dança de quadrilha teve sua origem na Inglaterra, por volta dos séculos XIII e XIV. A guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, serviu também para promover uma transferência cultural entre esses países. A França adotou a quadrilha e levou-a para os palácios, tornando-a assim uma dança nobre. Rapidamente se espalhou por toda a Europa, sendo assim uma dança presente em todas as festividades da nobreza.

A quadrilha é dançada em homenagem aos Santos Juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante, pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar , comemorar e agradecer.
A FESTA JUNINA NO BRASIL
No Brasil as Festas Juninas foram introduzidas pelos Portugueses, onde o culto a São João é um dos mais antigos e populares, as festas juninas (de junho) ou joaninas (de João) iniciam-se no dia 12 do mês com os festejos da véspera de Santo Antônio, e terminam no dia 29 ( São Pedro ); tem seu auge na noite de 23 para 24, o dia de São João propriamente dito.

 

Transformadas para o Brasil colonial, as festa "pegaram" entre índios e escravos. Com a chegada da família real portuguesa, que se transferiu para o Brasil em 1808, as festas juninas tomaram novo rumo. Com os quinze mil aristocratas que desembarcaram no Rio de Janeiro, veio a contradança que animava as festas da realeza. Era uma dança de casais que trocavam os pares. Não demorou muito, as contradanças saíram dos salões nobres para as festas populares. Casamentos, batizados, festas juninas e muitas outras passaram a ser comemoradas com a dança Francesa.

No final do século XIX surgiram formas mais modernas e urbanas de dançar, como a polca, o maxixe e o lundu e as quadrilhas foram desbancadas. Entretanto, permaneceram na zona rural, onde a população é mais conservadora.

 

Hoje, com a população predominantemente urbana, observam-se esforços para manter a tradição. Nessas reuniões procura-se reviver tradições rurais como as danças de quadrilha, o uso dos trajes tipicamente rurais, brincadeiras, comes e bebes.

Ao iniciar-se a festa havia o "TERÇO", cerimônia religiosa em que se procedia a bênção da bandeira (com três faces nas quais estavam: Santo Antônio, São João e São Pedro) e do mastro já enfeitado com flores de papel e também com primícias da colheita: espigas de milho, galhos de laranja e outros. Saudavam-se a subida do mastro com rojões enquanto a fogueira crepitava, aquecendo o ambiente, balões iam subindo, a molecada soltando traques e busca-pés e o toque - toque da sanfona que limpava os bancos, porque não havia ninguém sentado.
A FESTA JUNINA NO AMAPÁ
No Amapá, as manifestações juninas chegaram com a migração de nordestinos no ciclo da borracha, com a proposta de desenvolvimento da Amazônia, quando muitos nordestinos migraram em busca de melhores condições de vida, e com a criação do território federal do Amapá em 1943.
Para a difusão dessa manifestação popular, citamos dois folcloristas muito conhecido pelo povo Amapaense , o senador Júlio dos Santos Carrera, popular Júlio; e o senhor Manoel Ferreira, conhecido Biroba. Ambos desenvolviam trabalhos voluntários na comunidade.

 

Conforme o fluxo de migração de região para região adaptaram-se os valores culturais predominantes que passaram a fazer parte da festa junina no Amapá:

COMIDAS TÍPICAS - tacacá, vatapá, maniçoba, canjiquinha, mingau de milho e de arroz, bolo de macaxeira, beijo de moça, cocada, tapioquinha, gengibirra ( embora pouco difundida ), caruru, pamonha e outros.

 

BRINCADEIRAS - balões, fogueiras, adivinhações, passar na fogueira (compadre e comadre ), contra-danças de quadrilha ( dança com coreografia ), forró ( música ), subir no pau de cebo, misse caipira com venda de votos, casamento na roça(dramatização), além de representações dramáticas de cordões de pássaros e boi-bumbá e outros.
OS SANTOS JUNINOS
SANTO ANTÔNIO - comemora-se no dia 13 de junho, lembrando a data de sua canonização em Pádua na Itália. Nasceu em Lisboa, foi padre Franciscano, lutou pelos direitos das mulheres na família. Nas primeiras horas desse dia, segundo os tradicionais costumes, as moças solteiras fazem simpatias e adivinhações envolvendo o Santo casamenteiro, como é conhecido.
SÃO JOÃO - comemora-se no dia 24 de junho em homenagem a São João Batista, que segundo o cristianismo, foi o profeta que veio antes de Jesus, preparou a chegada do filho de Deus, o batizou e ensinou ao povo o batismo de penitência, de arrependimento e remissão dos pecados. Morrendo decapitado após se posicionar contra o julgo de seus poderosos de seu tempo.
SÃO PEDRO - comemora-se no dia 29 de junho em homenagem a Simão Pedro, o pescador profeta de Jesus. Ao subir ao céu ( Ascensão ), segundo o cristianismo, Jesus nomeou Pedro a cuidar de todas as ovelhas e carneiros, assim a Igreja Católica o considera o primeiro Papa. São Pedro foi preso e condenado a morte em Roma, morreu pregado numa cruz de cabeça para baixo.


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